quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Os benefícios da boa arquitetura escolar


Poucas vezes a qualidade do ensino é relacionada com a qualidade dos ambientes onde são lecionadas. Muita atenção é dada ao aprimoramento dos métodos pedagógicos, mas muito pouco - ou quase nada - para a qualidade do mobiliário, das salas de aula, dos edifícios. E será que ambientes quentes ou frios, com pouca iluminação, com barulho de fora e mobiliário desconfortável influencia no rendimento do aluno?

 
É muito comum escolas de instalarem em edifícios antigos. Por necessitarem de grandes áreas, estes prédios são reformados para receberem a instituição. E será que estas adaptações possuem cálculos adequados de iluminação e ventilação para o tamanho do ambiente e quantidade de alunos? Todas as escolas possuem prédios com acessibilidade? E o mobiliário, é adaptado para diferentes tamanhos de alunos (sendo que existe uma rotatividade de salas entre os níveis de graduação)?

O estudo "Better Places for Learning" (melhores espaços para se aprender), desenvolvido na Inglaterra pelo Riba, mostra que espaços bem planejados e confortáveis exigem menor investimento de construção e menor custo de manutenção. O relatório também sugere que ambientes bem projetados aumentam o rendimento em até 15%, e contribuem para a redução do bullying, pois ambientes agradáveis incentivam um melhor comportamento, menos agressivo.


Um bom projeto, pode se beneficiar da utilização de cores, que é estimulante. Deve combinar o balanço de luz natural e artificial, priorizar materiais que auxiliem na acústica do interior das salas, e também de áreas externas. O conforto do mobiliário deve também integrar estes projetos, e pensar na acessibilidade como um todo, não apenas nas rampas de acesso. Outros pontos fazem parte também desta questão, como áreas de convívio e de concentração, ventilação, facilidade de manutenção e adaptação quando necessário, entre outras.
 
Alguns novos métodos educacionais já notaram a influência que o ambiente gera nas pessoas, e estão investindo em projetos como forma de auxiliar na concentração e consequentemente no rendimento dos alunos. Além disso, quanto maior a interação e satisfação dos alunos com a escola, menor a rotatividade, mais rentabilidade para a escola, e maior possibilidade de o investimento na estrutura da escola como um todo de manter. É um ciclo (saudável) que se forma.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Técnica desenvolvida pela D2C é tema de reportagem

D2C é tema de matéria da revista Edificar do mês de Maio.


https://revistaedificar.com.br/noticias/tecnica-de-reforma-visa-ergonomia-em-empresas
https://revistaedificar.com.br/noticias/tecnica-de-reforma-visa-ergonomia-em-empresashttps://revistaedificar.com.br/noticias/tecnica-de-reforma-visa-ergonomia-em-empresas



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em parceria com a Fiore Ergonomia, lançamos o programa Ergonobuilding. Processo de desenvolvimento de projetos e execução, de implantação de normas NBRs, Anvisa, acessibilidade, entre outras, por um ambiente de trabalho mais seguro, confortável e produtivo.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Idéias com Formas




No início de 2016 decidi fazer um teaser institucional como forma visual e rápida de divulgação de nosso portfolio, e que permitiria compreender - ao menos em parte - o trabalho desenvolvido pela equipe D2C. 

Na midia eletrônica, o teaser é aplicado, por exemplo, com o objetivo de gerar interesse em conhecer um projeto novo, ou novo serviço que esta por vir. 

O video segue agora, divulgado aqui no blog também. 
Esperamos que gostem.

Mais sobre nosso trabalho pode ser visto em www.d2c.com.br

terça-feira, 2 de julho de 2013

Arquitetura inclusiva e seus desafios

A falta de acessibilidade é a principal barreira enfrentada por pessoas que convivem com algum tipo de deficiência nas grandes cidades brasileiras. E a inclusão desta importante parcela da população – 24,6 milhões de pessoas em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um desafio cada vez maior para arquitetos, engenheiros e responsáveis pela definição e implantação de políticas públicas que permitam aos que têm mobilidade reduzida se locomoverem com autonomia e independência. 

“Sinto-me pequenina”. O desabafo é de uma mulher, adulta, diante de mais um entre tantos obstáculos arquitetônicos que ela enfrenta diariamente em Florianópolis. A assistente social Maria Helena Koerich, de 53 anos, é cadeirante e, por isso, sofre uma série de dificuldades para ir e vir na cidade onde vive. 

A limitação, é importante ressaltar, não é por conta de sua condição física – ela perdeu o movimento dos membros inferiores quando teve poliomielite, ainda bebê. É, sim, por causas das barreiras que encontra em seu caminho para o trabalho, para utilizar o transporte público, freqüentar um restaurante, ir à praia, enfim, usar os serviços como qualquer cidadão “que paga em dia os seus impostos”, comenta ela. 

O tema da acessibilidade ganhou ainda mais força com a promulgação da Lei 8.123, de julho de 1991, que obriga empresas com 100 funcionários ou mais a contratarem pessoas com deficiência. As empresas, indiretamente, foram também obrigadas a rever a arquitetura de seus prédios, para adequar os espaços de trabalho aos novos colaboradores. O Estatuto das Cidades, que determina aos municípios a previsão da acessibilidade em seus planos diretores, também é referência para as políticas públicas locais. 

A inclusão e a acessibilidade – e não somente de deficientes físicos, mas de idosos, obesos e gestantes – não é preocupação apenas de setores da sociedade brasileira. A Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, estabeleceu, em 2006, que esta será a Década das Américas pelos Direitos e pela Dignidade das Pessoas com Deficiência com o lema ‘Igualdade, dignidade e participação’. Na declaração, a OEA pede o empenho dos Estados para assegurar a inclusão e a participação plena destas pessoas em todos os aspectos da sociedade. 

Com o aumento da expectativa de vida, a discussão sobre acessibilidade se espalha por diversas áreas. O IBGE calcula que nos seus últimos 14,6 anos de vida o brasileiro terá que conviver com algum tipo de deficiência física ou mental. E muitos já se preparam para isto. 

Há alguns anos, o arquiteto paulista Ricardo Vasconcelos percebeu que muitos de seus clientes na faixa dos 40 e 50 anos estavam interessados em adaptar suas casas para garantir uma velhice segura. “É importante que as pessoas levem esta preocupação também para o seu ambiente de trabalho, não somente em seu próprio benefício”, explica Vasconcelos, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e professor dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

O debate sobre a inclusão de pessoas com baixa mobilidade física chegou à academia e aos escritórios de arquitetura; porém, Vasconcelos acredita que a sociedade brasileira ainda é ‘muito crua’ neste sentido, mesmo tendo avançado significativamente nas duas últimas décadas. “A inclusão é um desafio para a nossa sociedade. E os arquitetos são as figuras-chave na distribuição deste conhecimento”, avalia. 


Existe ainda o problema do preconceito e desrespeito, que muitas vezes velado, contribui para o aumento das dificuldades. As pessoas além de não ajudarem, utilizam as estruturas voltadas para deficientes como se fossem delas, deixando-os desamparados. E este desafio, de vencer o desrespeito, é de longe, o mais complicado de vencer.

Fonte: IBDA

Leia também: Como adaptar a casa para idosos

Brasil supera marca de 100 empreendimentos com certificação Leed

Segundo balanço do GBC Brasil, três projetos já obtiveram o nível máximo. Somente a cidade de São Paulo possui 80 empreendimentos com o selo

Eldorado Business Tower foi o primeiro projeto a receber o Leed Platinum

O Brasil ultrapassou a marca dos 100 empreendimentos certificados pelo Leed (Leadership Environmental and Energy Design), de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Hoje o País está em quarto lugar no ranking mundial de projetos com o selo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes.
"Em 2012 havia uma média de 16 registros por mês em busca da certificação, ao passo que nos primeiros cinco meses de 2013 o número cresceu mais de 40%, chegando a 22 solicitações por mês", disse Marcos Casado, diretor técnico e educacional da organização, em comunicado oficial.

Segundo balanço, os registros para certificação cresceram em todas as regiões, mas a região sudeste permanece na liderança. Somente São Paulo possui 80 empreendimentos Leed. Completam o a lista o Rio de Janeiro (12 certificados), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2) e Distrito Federal (1). Outras cidades ainda possuem quatro empreendimentos contemplados.

Dos 105 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). Ainda segundo a pesquisa, um total de 65% das 100 edificações é de caráter comercial ou escritórios. "Além dos números expressivos, o setor deve comemorar a busca pela certificação por empreendimentos dos ramos industrial, fabril, esportivo, hoteleiro, varejista e hospitalar, por exemplo. Prova disso é que o centésimo empreendimento LEED no Brasil é um centro de manutenção de uma garagem de ônibus rodoviários, fato inédito", destaca Casado.
Para conseguir o selo, os empreendimentos precisam atender a critérios como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente.

Fonte: Pini



Ex-CEO da Nestlé quer privatizar a água

Não é a primeira vez que o nome da Nestlé está envolvido em escândalos sócio-ambientais.
Estou postando o link da reportagem completa, que além da questão da privatização da água, aborda o envolvimento da empresa com mão de obra infantil e escrava, devastação de áreas florestais preservadas e de reprodução de orangotangos, entre outros.

Se queremos que as empresas - e a sociedade como um todo - tenham atitudes mais respeitosas e responsáveis, cabe a nós consumidores, avaliarmos o que, e de quem estamos comprando.